A Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) condenou mais sete pessoas, sendo quatro empresários e três militares, por fraudes em licitações para ajudar vítimas de enchentes que deixaram mais de 80 mil desabrigados no estado, em 2010. Eles pegaram quatro anos e quatro meses de detenção.
A Operação Torrentes, deflagrada em 2017, apura crimes como dispensas indevidas de licitações e execuções irregulares de contratos do governo de Pernambuco, por meio da Casa Militar. Desta vez, a condenação ocorre por causa da contratação de uma empresa para aluguel de banheiros químicos e cabines com chuveiro para banho.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), houve direcionamento para que uma empresa fosse contratada. Além disso, a empresa não teria prestado os serviços da forma contratada. Anteriormente, outras três sentenças tinham sido proferidas, em processos diversos da mesma operação.
Entre os acusados estão empresários e ex-servidores públicos que trabalhavam na Casa Militar. A decisão foi proferida na segunda-feira (6), pelo juiz Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho, titular da 13ª Vara Federal de Pernambuco.
No caso dos militares, também houve a condenação por peculato, que é quando um servidor público se utiliza do cargo que ocupa para obter vantagem própria. Além disso, também foram aplicadas multas pelas lesões aos cofres públicos.
Os réus são os seguintes:
Empresários
Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha;
Ricardo José de Padilha Carício;
Ítalo Henrique Silva Jaques;
Taciana Santos Costa.
Servidores públicos militares
Tenente-coronel da PM Laurinaldo Félix Nascimento;
Coronel aposentado da PM Waldemir José Vasconcelos de Araújo;
Coronel Roberto Gomes de Melo Filho.
