Uma pesquisa sobre qualidade de vida na capital fluminense revelou um dado expressivo: 68% dos moradores do Rio de Janeiro afirmam que sairiam da cidade para morar em outro lugar, caso tivessem a chance. Apenas 32% disseram que permaneceriam.
O estudo “Viver no Rio de Janeiro: Qualidade de Vida”, realizado pela Ipsos-Ipec em parceria com o Instituto Cidades Sustentáveis, será lançado oficialmente na próxima sexta-feira (27). O levantamento avalia a percepção da população sobre os principais problemas da cidade, além de temas como bem-estar, confiança nas instituições, transparência da gestão municipal e participação política.
Em relação à qualidade de vida, 40% dos entrevistados disseram que ela melhorou “muito” ou “um pouco” nos últimos anos. Outros 36% avaliam que a situação permaneceu estável, enquanto 24% afirmam que piorou.
Quando questionados sobre os principais desafios enfrentados pelo município, a segurança pública aparece com ampla vantagem. Para 75% dos entrevistados, este é o maior problema da cidade. Saúde e geração de emprego e renda surgem na sequência, ambas citadas por 6% dos moradores. Educação e transporte coletivo foram apontados como principal problema por 3% dos entrevistados, cada um.
A pesquisa também mediu a avaliação da administração municipal. A prefeitura é considerada ótima ou boa por 27% dos cariocas, enquanto 41% classificam a gestão como regular. Já 28% avaliam como ruim ou péssima. No caso da Câmara Municipal, a avaliação é mais crítica: apenas 7% consideram o desempenho dos vereadores ótimo ou bom; 33% classificam como regular; e 53% avaliam como ruim ou péssimo.
Outro ponto abordado foi o interesse pela participação política. A maioria dos moradores (59%) afirmou não ter vontade alguma de participar da vida política da cidade. Cerca de 31% disseram ter “alguma vontade”, enquanto 9% declararam ter “muita vontade” de se envolver mais ativamente.

