Por Inaldo Sampaio
O Recife foi a cidade escolhida para sediar o primeiro debate entre os 8 candidatos que concorrem à presidência nacional do PT em substituição à deputada Gleisi Hoffmann. Dos oito, cinco registraram suas chapas com um “Lula livre” no pedido: Carlos Zaratini, Moema Cramacho, Penilton Silva Filho, Carlos Henrique Árabe e Luiz Ducci. Este último é favorito para vencer a eleição por ter o apoio dos ex-presidentes Lula e Dilma, do ex-ministro José Dirceu e dos senadores Humberto Costa, Jaques Wagner e Paulo Paim.
Deixaram o “Lula livre” de lado os candidatos Misa Boito, Valter Pomar e Jacy Afonso. Aliás, o “Lula livre” foi a expressão mais ouvida na Câmara Federal na última quarta-feira depois que a juíza federal Carolina Lebbos autorizou a transferência do ex-presidente de Curitiba para São Paulo, algo que o STF barrou no mesmo dia por 10 votos contra um.
Tudo bem que petistas continuem lutando pela liberdade do ex-presidente, mas fazer disto uma bandeira de campanha é uma estratégia pouco inteligente. Para contrapor-se ao governo Bolsonaro, o país espera do seu principal partido de oposição um discurso consistente, realista, não demagógico, e não um slogan sem qualquer conteúdo.