Após o pronunciamento do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (PSDB), que o acusou de comandar uma “milícia digital” ligada ao gabinete da governadora Raquel Lyra, o jornalista e assessor especial de gabinete do governo, Manoel Medeiros Neto, divulgou nota pública rebatendo as declarações.
Em sua manifestação, Manoel disse ter recebido “com surpresa” a informação de que foi alvo de investigação da Polícia Legislativa, ressaltando que sua atuação se deu no “exercício da cidadania” e fora do horário de expediente.
“Fui invadido e exposto simplesmente por denunciar um possível esquema de corrupção”, afirmou.
O jornalista confirmou ter utilizado o anonimato ao protocolar denúncias, justificando a decisão como uma forma de preservar sua integridade, recurso que, segundo ele, é garantido pelas leis brasileiras.
“Utilizei o anonimato para, obviamente, preservar a minha integridade. Trata-se de um meio garantido pelas leis brasileiras”, destacou.
Manoel classificou as acusações feitas por Álvaro Porto como “levianas” e disse estar sendo alvo de tentativa de intimidação por parte do presidente da Alepe.
“Me posiciono rechaçando as tentativas de intimidação e – mais importante – sublinhando a necessidade de proteção à minha integridade física – e dos meus”, disse.
O assessor também afirmou confiar que as denúncias apresentadas por ele serão devidamente investigadas pelas autoridades competentes.
“Pernambuco não se dobrará à velha política. A intimidação – típica dos tempos de regimes totalitários – precisa ficar pra trás”, concluiu.
As declarações de Manoel Medeiros Neto aumentam a repercussão da crise política instalada entre Executivo e Legislativo, em meio a trocas de acusações e disputas pelo controle da narrativa pública sobre denúncias de irregularidades.
