Em reunião com os servidores municipais da Controladoria Municipal do Recife na manhã desta terça-feira (29), a candidata a prefeita do Recife, Marília Arraes (PT), lançou a proposta de um cadastro único que reúna informações sobre todos os serviços públicos municipais prestados ao cidadão.
“É preciso unir tecnologia e inteligência, ordenar os dados para ter informações de qualidade que auxiliem a prefeitura a tomar as decisões certas. Com o cadastro único é possível entender bem as prioridades das pessoas, e saber as áreas em que a gestão precisa melhorar”, defendeu Marília.
A candidata disse que o uso da tecnologia com inteligência “deve servir para desburocratizar trâmites hoje muito lentos e ineficientes na Prefeitura da Cidade do Recife, e que esta deve ser uma conquista que beneficiará cidadãos e empresas”.
“Com um cadastro único o jovem, a mulher, o trabalhador, terão acesso a um espaço que vai oferecer o máximo de transparência. Essa é uma forma inteligente de gestão participativa, pois os cidadãos vão opinar sobre o serviço que estão usando, e vão monitorar como o orçamento público está sendo usado”, afirmou Marília.
Para Marília, o Portal da Transparência que a prefeitura hoje disponibiliza mais esconde do que mostra informações, “tamanha é a dificuldade da população, e até de especialistas, em acessar dados”.
“As pessoas não entendem como está a qualidade do gasto na saúde, mas elas sentem isso na pele, quando não recebem o atendimento adequado”, afirma.
(Ouça a entrevista de Marília Arraes ao Paralelo Podcast: https://linktr.ee/vetorci)
PORTO DIGITAL
Durante uma visita ao Porto Digital na tarde desta terça-feira (29), a candidata a prefeita do Recife falou sobre a importância de fortalecer a parceria entre a Prefeitura do Recife e a instituição.
Marília foi recepcionada no Porto Digital por Pierre Lucena, presidente da instituição, e por alguns representantes das 339 empresas que empregam 11.659 colaboradores.
A candidata ouviu que as duas principais demandas do parque tecnológico são um projeto de geração de emprego e renda para o Porto e a requalificação do Centro do Recife. “O bairro de Santo Antônio, por exemplo, tem 42 prédios abandonados e com o valor venal abaixo do valor que devem à Prefeitura”.
“É preciso fazer um diagnóstico e buscar parcerias com a iniciativa privada para revitalizar esses edifícios. Serão locais que devolverão a vida ao Centro e servirão de moradia para que funcionários públicos e funcionários da área de tecnologia do Porto Digital, por exemplo, possam morar”, disse Marília no Porto Digital.
O Porto Digital também possui um déficit de 1500 vagas de emprego em aberto. A ocupação dessas vagas é um dos principais pleitos da instituição para os próximos anos. “Não encontrar mão de obra qualificada em uma cidade que tem 17% da população fora do mercado de trabalho mostra que houve uma falha na política pública. A gente tem a intenção de levar a inclusão digital como fator de inclusão social e, consequentemente, de combate ao desemprego. A luta do Porto por mais emprego está alinhada com os objetivos do Recife Cidade Inteligente”, afirmou Marília.