A possível saída do deputado estadual Jarbas Filho do MDB pode redesenhar o cenário eleitoral da legenda para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A movimentação é vista, nos bastidores, como uma oportunidade para o partido reorganizar sua chapa proporcional e ampliar o potencial de eleger até dois deputados estaduais.
Com a eventual desfiliação, o MDB tende a reduzir a concentração de votos em um único nome e distribuir melhor o capital eleitoral entre os pré-candidatos. A avaliação de aliados é que essa nova configuração pode favorecer o desempenho coletivo da legenda, tornando a chapa mais competitiva dentro do quociente eleitoral.
Nesse cenário, o nome mais forte desponta como o do presidente da Alepe, Álvaro Porto, apontado como favorito para liderar a votação interna do partido. Com base consolidada e visibilidade estadual, ele deve puxar votos importantes para a sigla.
Na sequência, aparecem nomes que também buscam espaço na disputa, como o do ex-prefeito de Caruaru, Zé Queiroz, além de Flávio Gadelha, Delegada Natasha, Leno de Cabrobó, Émerson Freitas, Dr. Anderson, Felipe Diniz, Pedro Ivo, Olavo, Djersom e Professor Wilker. O grupo forma uma chapa considerada competitiva, com presença em diferentes regiões do estado.
A estratégia do MDB passa justamente por fortalecer esse conjunto de candidaturas, apostando na soma de votos para alcançar o quociente necessário e, assim, garantir até duas cadeiras na Alepe. A definição sobre a permanência ou saída de Jarbas Filho deve ser determinante para consolidar esse desenho eleitoral.
