O MDB lançou oficialmente nesta quarta-feira a pré-candidatura à presidência da República da senadora Simone Tebet (MDB-MS).
Ela é a única mulher até agora a entrar na disputa e representa mais uma postulante a ocupar espaço na chamada “terceira via”, que já tem como pré-candidatos o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos), entre outros.
No lançamento em Brasília, a direção do MDB procurou ressaltar a trajetória política da senadora, que já foi líder do MDB e presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, além de ter sido vice-governadora do Mato Grosso do Sul e duas vezes prefeita da cidade de Três Lagoas. Com o slogan “Uma nova esperança para o Brasil”, ele foi apresentada no vídeo promocional como “mulher, mãe, professora e política”.
Simone enfrenta resistências de alas do MDB no Nordeste e em parte do Norte que avaliam como opção mais viável uma aliança em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já o comando do MDB não descarta aliança com Doria.
A senadora ganhou protagonismo por seus discursos críticos ao governo Bolsonaro na CPI da Covid e durante a disputa pelo comando do Senado, ocorrida no início do ano. Na ocasião, Tebet saiu derrotada para Rodrigo Pacheco, que contou com o apoio de parte da bancada do MDB.
A pré-candidatura de Simone Tebet faz parte de uma tentativa de “renovação política” do MDB, que mudou de nome em 2017 (deixando de ser PMDB e voltando à sigla MDB) e escolheu duas vezes como presidente o deputado federal Baleia Rossi, o político mais novo até agora a ocupar esse posto.
Em 2018, o então presidente Michel Temer não quis tentar a reeleição devido aos altos índices de rejeição, que passavam de 80%, o maior índice negativo da história do Brasil.
Quem recebeu o apoio de Temer foi o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que amargou a sétima colocação, com apenas 1,2% dos votos. O então presidente não quis aparecer na campanha à época para não ser um cabo eleitoral negativo.
No discurso de hoje, Simone Tebet “esqueceu” o ex-presidente Michel Temer. Ao longo de 23 minutos, ela citou veteranos do partido, como o ex-deputado Ulysses Guimarães (SP), o ex-senador Pedro Simon (RS) e o senador Jarbas Vasconcelos (PE). Mas omitiu o nome do último emedebista a governar o país, o ex-presidente Temer, que deixou o cargo com apenas 7% de aprovação.
