Um médico neurocirurgião de Pernambuco será investigado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremepe) após repercussão de um comentário feito em suas redes sociais, no qual ele comemorava a morte de um ativista conservador norte-americano. A postagem, que mencionava a “coluna cervical” em tom de ironia, viralizou e gerou forte reação política e institucional.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) trouxe o caso a público e pediu que o vereador Thiago Medina (PL), de Pernambuco, encaminhasse denúncia formal ao Cremepe. O episódio rapidamente ganhou repercussão nacional, com manifestações de repúdio e pedidos de apuração.
Em nota oficial, o Cremepe confirmou que instaurou sindicância e seguirá o rito processual previsto no Código de Processo Ético-Profissional. A entidade ressaltou que todas as etapas do processo correm em sigilo, mas garantiu que a apuração será conduzida com lisura e efetividade.
Após a repercussão, o médico apagou suas redes sociais, onde mantinha diversos posts com críticas à direita brasileira. A medida ocorreu após a viralização do comentário que motivou a denúncia. O irmão do médico é presidente do Tribunal de Ética da OAB Pernambuco.
Além do conselho profissional, instituições médicas e clínicas privadas também se pronunciaram. O Recife Day Clinic anunciou o banimento definitivo do médico de suas atividades, reforçando que suas opiniões não representam os valores da instituição. Já a Unimed Recife repudiou “todas as formas de violência, seja física, verbal, simbólica ou institucional” e destacou que manifestações pessoais de profissionais não refletem os princípios da cooperativa.
O caso segue em investigação pelo Cremepe, que poderá aplicar desde advertência até a cassação do registro médico, a depender da conclusão do processo ético-profissional. Enquanto isso, a repercussão continua a gerar debates sobre responsabilidade ética e limites da manifestação de profissionais da saúde em redes sociais.
