MPPE apresenta campanha contra preconceitos em estádios no lançamento do Campeonato Pernambucano de Futebol

Jorge Brandão - 21.01.2022 às 17:25h

Para apresentar a campanha Jogo Aberto contra o Preconceito, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) se fez presente no lançamento do Campeonato Pernambucano de Futebol 2022, nessa quinta-feira (20), na Federação Pernambucana de Futebol (FPF). A campanha visa combater discriminações e conscientizar as torcidas, dirigentes, jornalistas, torcedores, servidores, jogadores, árbitros e técnicos  a não praticarem misoginia, LGBTfobia e racismo durante os jogos, para que o ambiente nos estádios seja inclusivo e não gere medo ou constrangimento a grupos que são frequentemente agredidos nestes locais.

O assessor-técnico especial da Procuradoria Geral de Justiça, o promotor de Justiça Eduardo Cajueiro, representou o procurador-geral de Justiça, Paulo Augusto Freitas, no evento. A coordenadora do Núcleo de Direitos LGBT do MPPE, a promotora de Justiça Carolina de Moura, representou também outros dois órgãos do MPPE: o Núcleo de Apoio à Mulher Promotora de Justiça Maria Aparecida Clemente (NAM) e o Grupo de Trabalho de Enfrentamento do Racismo (GT Racismo).

Segundo Carolina de Moura, a ideia da campanha surgiu com a recente aprovação da Lei Estadual 17.522, que prevê punição para quem praticar qualquer conduta de preconceito contra mulheres, pessoas negras ou LGBTQIA+ em eventos esportivos. “A lei veio fortificar uma série de instrumentos legislativos que já temos para punir e coibir essas práticas. Não podemos admitir que ainda haja esse tipo de agressão, pois os estádios, os ginásios e qualquer outro lugar de atividade esportiva deve ser inclusivo, respeitoso e seguro a todas as pessoas”, salientou a coordenadora do Núcleo de Direitos LGBT.

Na apresentação do Campeonato Pernambucano, foi aberta uma faixa com o slogan da campanha “Jogo Aberto contra o Preconceito”. A campanha também terá reforço nas redes sociais do MPPE, onde alerta às torcidas que “cartazes, xingamentos, assédio e gritos de torcidas preconceituosos não passarão”. Os torcedores e outros envolvidos de maneira individual podem receber multas de até R$ 1 mil e os clubes de até R$ 20 mil, além das outras punições civis e criminais previstas em Lei. O Ministério Público de Pernambuco está em campo para garantir o direito de todas e todos a um espetáculo com jogo limpo.”

O presidente da FPF, Evandro Carvalho, se mostrou totalmente adepto à campanha. “Estamos ao lado do Ministério Público nesse engajamento social de igualdade e inclusão. Com certeza, o nosso campeonato terá destaque nacional com essa campanha”, garantiu ele.