Na Assembleia, líder do governo apresenta balanço e diz que ano foi positivo 

Mário Flávio - 21.12.2015 às 21:45h

  

Com um balanço do ano, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, Waldemar Borges, fez seu último pronunciamento de 2015 na Assembleia Legislativa de Pernambuco, na manhã desta segunda-feira (21.12). O deputado enfatizou que certamente esse foi um dos anos mais difíceis das últimas décadas. “Dois mil e quinze chegou anunciando nuvens escuras, que vinham para ameaçar conquistas importantes ocorridas no País. Hoje, quando vivemos seus últimos dias, somos obrigados a admitir que as previsões mais pessimistas ainda foram generosas diante do desmantelo ocorrido na economia nacional e dos graves reveses em quase todas as áreas da política brasileira”, disse. O deputado relatou que foram discutidas, votadas e aprovadas na Alepe, em 2015, 156 proposições encaminhadas pelo Executivo. “Fizemos isso de forma democrática, agregando as contribuições aqui oferecidas”, completou.

O parlamentar também apontou números que mostram, segundo ele, o quadro de retrocessos, como a queda do PIB brasileiro, a retração na indústria e no comércio e o aumento do desemprego. Ele lembrou que o governador Paulo Câmara foi pioneiro em enxergar a gravidade da crise e a tomar as primeiras medidas para enfrentá-la, mas disse que o Estado não estava blindado contra essa crise nacional, que penaliza severamente todos os entes federados. “O corte nas operações de crédito fez com que deixássemos de contratar R$ 2,6 bilhões em empréstimos internacionais. A falta desses recursos foi duramente sentida nas áreas mais importantes para nosso governo: saúde, educação, segurança e infraestrutura. A não realização de convênios previstos e o não pagamento de outros em curso, a diminuição de repasses de obras estratégicas em andamento também explicam o aperto que o Estado começou a viver lá trás, desde o início do ano”, disse.

Apesar disso, Borges ressaltou que o Estado está conseguindo resistir à crise numa posição melhor que a maioria dos estados brasileiros. Em seu discurso, ele falou que em Pernambuco, o Governo Paulo Câmara foi obrigado a atrasar pagamento de fornecedores, mas tem conseguido, graças à sua competência e de sua equipe, manter as contas equilibradas, não perdendo o controle da situação, pagando assim todos os servidores em dia, além de manter os serviços básicos funcionando.

O deputado disse ainda que o estado avançou na área da Segurança. “A AIS-Afogados da Ingazeira, no Pajeú, por exemplo, atingiu a Taxa de CVLI abaixo da considerada como aceitável pela Organização das Nações Unidas – ONU. Mesmo em meio a essa crise que atinge o País, Pernambuco contratou 1,1 mil novos soldados da PM e, com a inestimável participação desta Casa, concedeu aumento das gratificações e benefícios dos profissionais do Pacto pela Vida, além de ter realizado a maior promoção da história da PM e dos Bombeiros”, listou.