O deputado federal Fernando Rodolfo (PL) esteve no Cidade Entrevista desta segunda-feira (6) e confirmou que não foi aos eventos liderados pela prefeita e pré-candidata ao governo Raquel Lyra (PSDB) por não ter sido convidado pela mesma.
“Não fui convidado. Mas para os próximos acredito que vou. Nesse último evento no Sertão fui até chamado, mas como tinha agenda em Brasília não pude comparecer. A prefeita disse que não preciso de convite”, disse Fernando, que mostrou incômodo com a situação.
Ele disse ainda que não entendia o fato de não ser apoiado em Caruaru pela prefeita, já que as pesquisas internas mostram ele com uma boa pontuação na cidade. “Mostrei a prefeita pesquisas internas que tenho e em todas eu polarizo com Wolney. Tive quase 20 mil votos aqui em Caruaru, mais que Daniel Coelho, o candidato apoiado por ela e não tinha estrutura de nada. Hoje estou bem mais estruturado e as pesquisas indicam que devo ter bem mais votos que Daniel. Mas isso é uma decisão dela. Nem sei se Daniel será mesmo candidato, já que ele pode ser o nome da vice ou até para o senado”, revelou.
Ele ainda lembrou que na eleição de 2020 garantiu q presença do PL no palanque de Raquel, mas que devido a prefeita ser bem avaliada não houve reconhecimento ou espaço da legenda na gestão municipal. “Mantivemos o partido com Raquel, mas talvez pelo fato dela ser bem avaliada e ter uma reeleição praticamente certa não se possa medir a importância desse gesto, mas sempre estivemos com ela”pontuou.
Sobre o convite feito pelo prefeito de Petrolina e pré-candidato ao governo, Miguel Coelho, para ele ir para o União Brasil, Fernando deixou em aberto. “Tenho tempo para isso”, disse. No entanto, o gesto do senador e relator da PEC dos precatórios, Fernando Bezerra Coelho, que retirou do texto a questão dos professores e citou nominalmente Fernando Rodolfo deve pesar na decisão dele em escolher o palanque de Miguel para o ano que vem.
O deputado acredita ainda que a oposição chegará forte em 2022 e que torce pela unidade dos nomes num eventual segundo turno. Ele lembrou que mesmo a Frente Popular tendo a maioria dos prefeitos e deputados, pode sofrer uma derrota e lembrou a situação em Garanhuns. “A maioria da população lá está arrependida de ter votado no prefeito Sivaldo Albino e com certeza quem ele apoiar vai perder a eleição por lá. Essa situação poderá se repetir em outras cidades”, aposta.
Sobre a ida de Bolsonaro para o PL ele disse que não vê problema, mas que a permanência no partido independe da chegada do presidente. “Acredito que o PL poderá ter a maior bancada na Câmara, mas eu preciso ver a situação aqui. Se o partido der condições eu fico e serei candidato pela legenda. Se não der tenho que procurar um espaço que me ofereça condições para a reeleição”, garante.
