
O cenário político de Pernambuco ganhou novos contornos nesta segunda-feira (7), com a confirmação da saída do ex-prefeito de Petrolina e ex-deputado estadual Odacy Amorim e da ex-deputada estadual Dulci Amorim do Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão foi oficialmente comunicada ao senador Humberto Costa, uma das principais lideranças da sigla no estado.
Nos bastidores, a saída do casal é atribuída a um acúmulo de insatisfações com o espaço que vinham ocupando dentro do partido. Apesar do histórico de apoio às principais candidaturas petistas nos últimos anos, interlocutores próximos apontam que o PT nunca teria abraçado de forma concreta o projeto político da dupla. “O partido sabia da força eleitoral de Odacy e Dulci, mas priorizava outros nomes sempre que podia”, declarou uma fonte ligada ao grupo.
Além da falta de protagonismo, o vínculo com o PT vinha sendo considerado um obstáculo junto ao eleitorado evangélico – base expressiva do casal no Sertão pernambucano. “Era um peso político. Agora, estão livres para dialogar com seu público de forma mais direta”, disse um aliado.
Com a saída oficializada, Dulci e Odacy já estão em conversas avançadas com pelo menos três partidos do campo de centro, com vistas às eleições de 2026. Entre os caminhos em estudo, Dulci pode disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Odacy analisa o retorno à Assembleia Legislativa de Pernambuco. Também há quem defenda uma candidatura casada, com ambos na disputa – ela como federal, ele como estadual – com forte presença no Vale do São Francisco. A conferir.
