Opinião – A educação precisa continuar? – por Luiz Tôrres Neto

Mário Flávio - 30.10.2020 às 08:35h

O ano de 2020, se está sendo marcado pela experiência de grandes desafios, igualmente trouxe a necessidade de reflexão para humanidade. O indivíduo, de maneira abrupta, viu-se, imposto pela pandemia COVID-19, a mudar completamente a sua rotina, seus hábitos. Verdadeiramente, o seu jeito natural de ser – aperto de mão, abraços, afagos com amigos e familiares, o bom café ao final da tarde como ocasião para uma prosa – teve que ser esquecido. O ciclo econômico foi interrompido, ocasionando consequências negativas, a exemplo do alto índice de desemprego e da queda da renda do trabalhador, refletindo na estagnação econômica.

Pois bem! Este ano, para a educação, também não foi diferente. Seguindo o que orientado pela ciência, determinações governamentais implicaram no fechamento do espaço físico da instituição de ensino. Mesmo meses após o início da pandemia no Brasil, com atual decréscimo nacional da infecção, não se há, em grande parte dos estados brasileiros, sequer, previsão para o retorno.

E mais! Arrisca-se dizer que em nenhum momento da história recente do Brasil tenha havido tanta evasão escolar quanto a ocorrida no ano letivo vigente.

Mas, a prestação da educação precisa continuar? A educação é imprescindível para o desenvolvimento social, já que, nas palavras de Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.

A interrupção da transmissão do conhecimento traz consigo prejuízos gigantescos para o indivíduo, para a coletividade e para o País como um todo.

Ponderando-se sobre isso, a prestação da educação precisa continuar. Mesmo diante de um cenário tão desafiador, com crescente inadimplência, surge a educação remota e atualmente, muito timidamente, brota o regime híbrido – mescla da educação remota com a presencial.

Agora, mais do que nunca, é o momento da celebração da união, da empatia, da reflexão dita acima. Com vistas a se impedir um prejuízo que marcará a vida da criança e do adolescente, o responsável, ao mesmo tempo que necessita assegurar a continuidade da educação – remota ou híbrida – em 2020, precisa procurar a escola e firmar o contrato de matrícula para 2021. Nesse mesmo passo, a escola deve acolher a família e o aluno, buscando meios alternativos para a resolução de eventual inadimplência ou outro percalço, concentrando-se, também, nas sequelas sobrevindas da pandemia COVID-19.

Um esforço enorme da comunidade escolar ocorre nesse exato momento. Crianças e adolescentes que ainda continuam nas suas casas, com a educação remota; pais/responsáveis que se desdobram para acompanhar o conteúdo pedagógico do estudante e pagar as mensalidades – referindo-se aqui às escolas privadas; professores que se reinventam diariamente; escolas que não poupam esforços para a manutenção do ensino remoto e a concretização do recente regime híbrido. Dentro desse “novo normal”, a educação precisa continuar