Opinião – Eleições 2026: A importância das pesquisas para os candidatos – por Oscar Mariano*

Mário Flávio - 17.11.2025 às 17:04h

À medida que o cenário político brasileiro se prepara para as eleições de 2026, um elemento estratégico se destaca com ainda mais força: as pesquisas eleitorais. Muito além de simples números divulgados na imprensa, elas se consolidam como instrumentos fundamentais de planejamento, diagnóstico e tomada de decisão para qualquer candidatura séria.

As pesquisas oferecem um retrato fiel, ainda que momentâneo da percepção do eleitorado. Elas permitem identificar níveis de conhecimento, aceitação e rejeição dos candidatos, além de revelar o que realmente preocupa a população em cada região. Em um país diverso como o Brasil, onde as demandas locais variam profundamente, compreender essas nuances é essencial para construir mensagens políticas eficazes e estratégias de comunicação assertivas.

Dentro desse contexto, a pesquisa quantitativa assume papel central. Baseada em entrevistas estruturadas com amostras representativas, ela fornece dados estatisticamente confiáveis sobre intenções de voto, avaliação de governo, perfil dos eleitores e tendências de comportamento político. A partir dos resultados quantitativos, é possível mensurar o impacto de campanhas, identificar públicos estratégicos e comparar cenários simulados de segundo turno. Em resumo, é uma ferramenta objetiva que transforma percepções em números e números em decisões estratégicas.

Outro ponto crucial é que as pesquisas ajudam a corrigir rotas. Um candidato atento aos dados pode ajustar seu discurso, redefinir prioridades de campanha e aprimorar sua imagem pública antes que os erros se tornem irreversíveis. Em tempos de redes sociais e alta exposição, essa capacidade de adaptação é um diferencial competitivo poderoso.

Mais do que uma ferramenta técnica, as pesquisas são hoje um termômetro da democracia, refletindo a voz do eleitor e direcionando campanhas mais conectadas com a realidade social. Ignorá-las é correr o risco de disputar uma eleição às cegas e, em política, quem não escuta o eleitor, perde muito mais do que votos: perde relevância.

Em 2026, vencerá não apenas quem falar mais alto, mas quem souber ouvir melhor.

*Oscar Mariano é cientista politico