A um ano da eleição presidencial as candidaturas estão praticamente fechadas. Ou, pelo menos a do senador Aécio Neves, da presidenta Dilma e da ex-senadora Marina Silva. Já o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, parece viver um grande dilema: Ser ou não ser candidato? A candidatura do neto de Miguel Arraes pode ser a maior incógnita na corrida eleitoral para 2014. Da base aliada do Governo desde o primeiro mandato de Lula, Eduardo “colocou (ou seria colocaram?) na cabeça” a vontade de vim a ser o próximo presidente do Brasil. O próprio Lula já cogitava o apoio à sua candidatura, só que em 2018, em substituição a presidenta Dilma, caso seja reeleita, é claro.
Entanto, parece que depois que foi presenteado com algumas capas pela “grande mídia” e certo estimulo da oposição – que quer forçar um eventual segundo turno – o Governador resolveu antecipar seus planos. O que em minha opinião é um tiro no pé. Mas, mesmo diante de todo apelo Campos ainda parece indefinido. Tem horas que ataca o Governo, tem horas que elogia, tem horas que morde, tem horas que assopra.
Em meio a isso tudo o tempo passa. Pesquisas apontam em todas as situações o pernambucano em último entre os quatros postulantes, talvez, isso seja resultado da sua indefinição. Acredito que chegou a hora de Eduardo Campos sair de cima do muro. Se for pra ser que seja agora. Acredito até que, esse momento de politização que o País está vivendo, com pessoas na rua pedindo por mudanças, pode vim a somar na sua possível candidatura.
Já que o Governador e um nome novo para o Sudeste, onde tem os maiores colégios eleitorais do País. E, também faz um governo bem avaliado pelos pernambucanos, respingando assim no resto do Nordeste.
*Carlos Alexandre é servidor público