Pernambuco é o estado que menos testa proporcionalmente para covid-19 pelo segundo mês seguido, afirma IBGE

Mário Flávio - 23.09.2020 às 14:28h

Em Pernambuco, 558 mil pessoas, ou 5,8% da população, fez algum teste para detectar covid-19 do início da pandemia até o mês de agosto, deixando o estado pelo segundo mês consecutivo como o que menos fez testes, proporcionalmente, em todo o país.

Em seguida, estão o Acre, com 6% da população testada, e Minas Gerais, com 6,1%.

Ainda assim, a PNAD Covid detectou que 164 mil pessoas a mais disseram ter realizado algum tipo de testagem relacionada ao novo coronavírus no estado em comparação a julho, quando o percentual foi de 4,1%.

O mesmo ocorreu a nível nacional – no Brasil, 8,5% das pessoas fizeram teste para detectar o vírus, contra 6,3% no mesmo período, já que todos os estados conseguiram aumentar seu percentual de realização de testes.

O aumento no número de testes também se reflete na proporção de resultados positivos: aproximadamente 1,3% da população do estado disse ter testado positivo para o novo coronavírus em agosto, contra 1% em julho. No Brasil, o índice de positivados foi de 1,8% no mês passado, contra 1,3% há dois meses.

Considerando o tipo de teste, das 558 mil pessoas que foram testadas, 203 mil realizaram o swab, ou seja, com cotonete na boca e no nariz, e 57 mil (28,1%) tiveram resultado positivo; 234 mil fizeram o teste rápido com coleta de sangue através de furo do dedo e 25 mil (18,8%) testaram positivo; enquanto 188 mil fizeram o teste de sangue com Covid por meio de veia no braço, sendo 50 mil (26,6%) com Covid confirmada. Uma pessoa pode ter feito mais de um tipo de teste.

Quando se considera a faixa de renda das pessoas testadas para Covid-19, 32,6% delas ganham de meio a menos de um salário mínimo, seguidos por pessoas com rendimento entre um e dois salários mínimos (29,1%), menos de meio salário mínimo (16,6%), dois a quatro salários mínimos (13%) e mais de quatro salários mínimos (8,7%).

Assim como ocorreu em julho, no estado, as pessoas do sexo feminino foram mais testadas em agosto: 286 mil mulheres contra 272 mil homens. Novamente, a distribuição das pessoas infectadas nesta categoria foi equilibrada, com 50% para cada sexo. No recorte por cor ou raça, das mais de 500 mil pessoas que afirmaram ter feito o teste, 60%, ou seja, 335 mil pessoas, se identifica como preta ou parda. Eles também são 58,2% dos infectados, totalizando 73 mil pessoas. Os brancos, por sua vez, totalizam 218 mil testados e 49 mil com resultado positivo para Covid.

Na distribuição por idade, a maior quantidade de pernambucanos testados está em idade de trabalhar – 324 mil pessoas de 30 a 59 anos, seguidas por 94 mil habitantes do estado na faixa etária de 20 a 29 anos. Entre as pessoas de 60 anos ou mais, 75 mil também fizeram testes para detectar o coronavírus, e 14 mil tiveram resultado positivo.

O maior percentual de pessoas que fizeram teste está concentrado nas pessoas com maior nível de instrução. Dos que foram testados, 33% têm ensino médio completo ou superior incompleto, seguidos por pernambucanos com superior completo ou pós-graduação (31,3%), por quem não tem instrução ou possui o ensino fundamental completo (22,4%) e por quem tem fundamental completo e médio incompleto (13,3%).

Dos que testaram positivo, o maior percentual é o de pessoas com ensino médio completo e superior incompleto (35,2%), acompanhado por quem tem o ensino superior completo ou pós-graduação (33,4%). Em julho, era o contrário: os pernambucanos com ensino médio estavam em segundo lugar entre os infectados pelo Covid-19.