Pernambuco, mais cinco estados e o DF estão com mais de 80% de ocupação em leitos de UTI para Covid

Mário Flávio - 26.01.2022 às 13:05h
Belém PA 22 04 2020-O Governo do Pará entregou, nesta quarta-feira (22), em Santarém, oeste paraense, o terceiro Hospital de Campanha para o combate ao novo coronavírus. A estrutura fica no espaço Pérola do Tapajós, com 120 leitos, distribuídos em uma área de 3,6 mil metros quadrados. O governador do Pará, Helder Barbalho participou da cerimônia por videoconferência.O chefe do Executivo Estadual ressaltou que, com o intuito de minimizar o impacto da crise de saúde, ainda na primeira quinzena de março, há mais de 40 dias, o Estado iniciou o processo de isolamento e convencimento da população como estratégia de confinamento social, de redução nas atividades. Segundo ele, o objetivo era que as pessoas pudessem se atentar para uma nova rotina de vida. Foto Secom

O Observatório da Covid-19 da Fiocruz divulgou nesta quarta-feira (26) uma nota técnica sobre o cenário da pandemia no país, tendo como foco os indicadores de leitos de UTI para adultos no SUS.

Segundo a publicação, a situação é de piora, com muitos estados ampliando o número de leitos de UTI, e em 12 unidades da Federação houve um aumento nas taxas de ocupação. Das 27 unidades da federação, 6 estados, incluindo Pernambuco, e o Distrito Federal estão na zona de alerta crítico, 12 estados estão na zona de alerta intermediário e 8 estão fora da zona de alerta.

Os pesquisadores do Observatório afirmam que “a situação está nitidamente piorando, embora o avanço da vacinação ajude a desenhar um quadro diferente do de outros momentos mais críticos da pandemia”.

Segundo a nota técnica da Fiocruz, “com a grande transmissibilidade atual, com a variante Ômicron, mesmo um número inferior de casos que necessitam de internação em UTI gera números expressivos que pressionam o sistema de saúde”.

“A vacinação faz com que indivíduos se tornem pouco suscetíveis a internações, mas idade avançada e comorbidades podem gerar vulnerabilidades. Até porque, uma parte considerável da população ainda não recebeu a dose de reforço e outra parcela nem foi vacinada”, diz.

Diante desse quadro, e em meio ao verão, estação mais quente do ano, que é também um período de férias que favorece aglomerações, a nota técnica reforça “a importância de avançar na vacinação e endurecer a obrigatoriedade do uso de máscaras e do passaporte vacinal em locais públicos”.

Os pesquisadores também sugerem a promoção de campanhas de orientação à população e o autoisolamento quando do aparecimento de sintomas.

Pernambuco (81%), Espírito Santo (80%) e Goiás (82%) se mantiveram na zona de alerta crítico, juntando-se a eles Piauí (82%), Rio Grande do Norte (83%), Mato Grosso do Sul (80%) e Distrito Federal (98%). Na zona de alerta intermediário permaneceram Amazonas (75%), Roraima (70%), Pará (76%), Tocantins (77%), Ceará (75%) e Bahia (67%) e entraram Rondônia (65%), Amapá (69%), Rio de Janeiro (62%), São Paulo (66%) e Paraná (61%), que estavam fora da zona de alerta. Mato Grosso (78%) deixou a zona de alerta crítico e também ingressou na zona de alerta intermediário.

Recife não divulgou a ocupação de UTI para Covid. Entre as 25 capitais com taxas divulgadas, 9 estão na zona de alerta crítico: Porto Velho (89%), Rio Branco (80%), Macapá (82%), Fortaleza (93%), Natal (percentual estimado de 89%), Belo Horizonte (95%), Rio de Janeiro (98%), Cuiabá (89%) e Brasília (98%). Catorze estão na zona de alerta intermediário: Manaus (75%), Boa Vista (70%), Palmas (69%), São Luís (64%), Teresina (percentual estimado em 79%), Maceió (65%), Salvador (67%), Vitória (77%), São Paulo (71%), Curitiba (71%), Florianópolis (69%), Porto Alegre (60%), Campo Grande (79%) e Goiânia (75%).