Pernambuco registra em novembro o menor índice de roubos da série histórica e mantém queda nos crimes patrimoniais e homicídios

Mário Flávio - 09.12.2025 às 13:57h

O esforço integrado das forças de segurança de Pernambuco levou o Estado a alcançar, em novembro, os menores índices de Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPs) desde o início da série histórica, em 2011. A retração foi de 28,1% em relação ao mesmo mês de 2024: os registros caíram de 3.687 para 2.650 ocorrências, consolidando o quarto mês consecutivo com os menores números já contabilizados nesse tipo de crime.

No acumulado de janeiro a novembro, Pernambuco registrou 37.272 CVPs, contra 41.507 casos no mesmo período de 2024 — uma redução de 10,2% em todo o Estado. As quedas se repetem nos principais indicadores de crimes patrimoniais, como roubos a coletivos, de cargas e celulares. Em novembro, os assaltos a ônibus diminuíram 65,4% em comparação ao ano anterior, enquanto celulares subtraídos apresentaram queda de 28,3% no mês e 15% no acumulado do ano. Já os roubos de carga recuaram 16,7% em novembro e 9,8% entre janeiro e novembro.

O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, destacou que os resultados refletem o fortalecimento das ações coordenadas. “Os números de novembro confirmam que Pernambuco vive um novo momento na segurança pública. Temos o quarto mês consecutivo com os menores índices de roubos de toda a série histórica, resultado direto do planejamento, do trabalho integrado e da dedicação diária das nossas forças policiais”, afirmou.

O balanço também mostra avanços nas ações operativas. Nos primeiros 11 meses de 2025, as polícias apreenderam 5.727 armas de fogo e conduziram 28.849 pessoas em flagrante. Entre elas, 597 por mortes violentas intencionais, 1.409 por roubos patrimoniais, 7.097 por violência doméstica e 6.049 por tráfico de entorpecentes.

Mortes violentas recuam 10,2% no ano

Em relação aos crimes contra a vida, Pernambuco registrou 246 homicídios em novembro. No acumulado de janeiro a novembro, o Estado apresenta uma redução de 10,2% nos assassinatos em comparação ao mesmo período de 2024. O governo atribui o desempenho ao trabalho integrado das forças de segurança e à execução de ações estratégicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento das mortes violentas em todas as regiões.