Pernambuco zera roubos a carros-fortes e caixas eletrônicos em 2025

Mário Flávio - 24.12.2025 às 14:23h

A segurança pública de Pernambuco caminha para encerrar o ano de 2025 com resultados expressivos na redução da criminalidade, especialmente nos crimes patrimoniais relacionados a instituições financeiras. Entre janeiro e novembro deste ano, o Estado não registrou nenhuma ocorrência de roubos a carros-fortes ou a caixas eletrônicos, resultado atribuído ao trabalho estratégico e integrado das forças de segurança. No mesmo período, foram contabilizados apenas três casos de furtos a bancos em todo o território pernambucano.

As investidas contra carros-fortes permanecem inexistentes nos últimos quatro anos, enquanto os furtos a caixas eletrônicos seguem em ritmo decrescente, com média anual de três ocorrências. Já os crimes contra agências bancárias apontam para que 2025 seja concluído como um dos anos com menor número de registros desde o início da série histórica, em 2011. Para efeito de comparação, os anos de 2013 e 2017 encerraram com 52 ocorrências cada.

De acordo com o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, os avanços são fruto de uma atuação focada e qualificada. “Nossas operativas conseguiram alcançar reduções drásticas dos altos índices desses delitos, reforçando as estratégias de combate aos crimes contra instituições financeiras e inibindo a ação ousada das quadrilhas, por meio de um trabalho de repressão qualificada”, destacou.

Na atual gestão, o enfrentamento aos crimes patrimoniais foi intensificado com a criação da Força-Tarefa Crimes Patrimoniais. A iniciativa atua de forma integrada no combate a roubos e furtos, incluindo crimes contra bancos e cargas, por meio da análise de dados, elaboração de estratégias de prevenção, repressão e monitoramento, além da articulação entre os diversos órgãos de segurança.

Segundo o gerente-geral do Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods), coronel Alexandre Tavares, a Força-Tarefa também aposta no diálogo ampliado. “Representantes de instituições públicas e privadas podem ser convidados para participar das reuniões, visando discutir as manchas criminais e definir novas ações policiais, promovendo debates eficazes que permitam a implementação de estratégias inovadoras no combate aos crimes patrimoniais”, explicou.

A Força-Tarefa Crimes Patrimoniais é composta por especialistas da Secretaria de Defesa Social (SDS) e por integrantes das polícias Militar, Civil e Científica, além do Corpo de Bombeiros, sob coordenação da secretária-executiva da SDS, Mariana Cavalcanti. A integração e o planejamento contínuo reforçam o compromisso do Estado com a redução da criminalidade e a proteção do patrimônio público e privado.