
Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (15), revela que 46% dos brasileiros entrevistados aprovam a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e seu envio para julgamento em Nova York. Outros 39% desaprovam a operação, enquanto 15% disseram não saber ou preferiram não responder à pergunta: “Você aprova ou desaprova a ação militar dos EUA na Venezuela?”
Segundo o levantamento, 76% dos entrevistados afirmaram estar cientes da notícia, enquanto 24% disseram não ter conhecimento da operação anunciada em janeiro pelos Estados Unidos.
O estudo, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
Perfil político
A pesquisa também analisou as respostas de acordo com a identificação política dos participantes, evidenciando grandes diferenças conforme o grupo:
- Entre os autodeclarados lulistas, a desaprovação à ação militar dos EUA é majoritária: 62% disseram desaprovar, enquanto apenas 19% aprovam.
- Na esquerda não lulista, 65% desaprovam e 30% aprovam a intervenção.
- Entre os independentes, 44% aprovam e 35% desaprovam, com 21% sem opinião.
- No grupo de direita não bolsonarista, 74% aprovam e 18% desaprovam.
- Entre bolsonaristas, 71% aprovam a ação enquanto 21% desaprovam.
percepções sobre as razões da operação
O instituto Quaest também perguntou aos brasileiros qual seria a principal razão por trás da decisão do governo dos EUA de capturar Maduro. As respostas se distribuiram da seguinte forma:
- Combater o narcotráfico: 31%
- Restaurar a democracia: 23%
- Controlar o petróleo venezuelano: 21%
- Reduzir a influência da China: 4%
- Combinação de todas as anteriores: 6%
- Nenhuma dessas razões é a verdadeira: 2%
- Não sabe/não respondeu: 13%
Os números traduzem uma sociedade brasileira dividida sobre um episódio internacional de grande impacto geopolítico, que tem gerado debates tanto dentro quanto fora do país sobre soberania, legalidade e os riscos de ações militares além das fronteiras.