O Partido Liberal (PL) em Pernambuco iniciou o ano apostando na reorganização interna e na tentativa de pacificar a legenda de olho nas eleições deste ano. Sem a presença do ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto, figura que já protagonizou embates internos no partido, a direção estadual deu largada a um ciclo de encontros com o objetivo de alinhar discursos, reduzir tensões e construir uma estratégia eleitoral mais coesa para 2026.
A primeira reunião foi coordenada pelo presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, e reuniu deputados federais, estaduais, vereadores, ex-prefeitos e lideranças de várias regiões do estado. Estiveram presentes os deputados federais Coronel Meira e André Ferreira; a presidente do PL Mulher, Izabel Urquiza; os deputados estaduais Coronel Feitosa e Nino de Enoque; além de Viviane Facundes, Jandelson Gouveia, Neneca do Piston, Silvio Nascimento, Alcides Cardoso e Fred Ferreira, entre outros quadros da legenda. Chateado com a legenda, o deputado federal, Fernando Rodolfo, também não foi ao encontro.
Nos bastidores, a reunião foi interpretada como um gesto claro de Anderson Ferreira para reforçar o comando partidário e diminuir ruídos internos, sobretudo após disputas e divergências que marcaram o PL pernambucano nos últimos anos. A ausência de Gilson Machado Neto — aliado direto do ex-presidente Jair Bolsonaro e nome influente em eleições recentes — chama atenção e sinaliza uma tentativa de reorganização sem conflitos públicos, priorizando a unidade em torno de um projeto comum.
Durante a reunião, também foram discutidos o cenário político estadual e nacional, com destaque para a estratégia nacional do partido, que terá o senador Flávio Bolsonaro como um dos principais protagonistas. Ao falar sobre o momento do PL, Anderson Ferreira ressaltou a necessidade de planejamento e alinhamento. “Sempre disse que, na hora certa e sem precipitação, o PL iria começar a traçar seu caminho. É hora de se organizar para a luta que teremos logo à frente para colocar o Brasil de volta ao rumo certo e a serviço do povo brasileiro. Em Pernambuco, não será diferente”, afirmou.
Com o calendário eleitoral se aproximando, o PL tenta mostrar força, ampliar sua base e evitar divisões internas que possam comprometer o desempenho nas urnas. A estratégia passa por encontros regionais, valorização das lideranças locais e, sobretudo, pela busca de um discurso unificado — mesmo que isso signifique deixar, ao menos por enquanto, antigos protagonistas fora do centro das decisões.
