O requerimento de impeachment apresentado contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), deve entrar na pauta da sessão desta terça-feira (3) da Câmara Municipal. Apesar disso, o presidente do Legislativo, Romerinho Jatobá (PSB), afirmou que a proposta não reúne apoio suficiente para prosperar no plenário e classificou a iniciativa como sem fundamento jurídico.
A solicitação foi protocolada pelo vereador Eduardo Moura (Novo) e tem como base a nomeação de um procurador aprovado em concurso público na cota destinada a pessoas com deficiência. O servidor havia sido classificado na 63ª colocação em 2022 e apresentou, três anos depois, laudo médico apontando Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mesmo após a exoneração do nomeado pela gestão municipal, parlamentares da oposição alegam que o ato configuraria improbidade administrativa. Para Romerinho, no entanto, não há elementos que sustentem a acusação. Segundo ele, a Câmara irá cumprir o rito legal, mas a maioria dos vereadores deve votar contra o impeachment.
O presidente da Casa também demonstrou preocupação com a possibilidade de manifestações nas galerias durante a sessão. Ele informou que medidas de segurança estão sendo adotadas, com apoio da Guarda Municipal e controle de acesso ao prédio, para evitar tumultos. Romerinho ressaltou que a votação trata de um procedimento legislativo e fez um apelo para que o debate ocorra de forma responsável e respeitosa, independentemente das posições favoráveis ou contrárias ao pedido.
Ainda de acordo com Romerinho Jatobá, uma reunião com os líderes das bancadas partidárias foi convocada para alinhar os detalhes da sessão. O objetivo, segundo ele, é preservar um ambiente institucional e evitar o acirramento dos ânimos. “Não se trata de um embate, mas de uma deliberação regimental”, afirmou, ao acrescentar que a expectativa é de uma sessão dentro da normalidade.

