Provider rebate insinuações sobre licitação da Central 135 e anuncia medidas judiciais contra Jornal ‘o Estadão’

Mário Flávio - 03.12.2025 às 17:21h

O sócio-fundador da Provider, João Luiz Dias Perez, divulgou nesta quarta-feira (3) uma nota de esclarecimento contestando informações veiculadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, que insinuou que sua presença na Secretaria Executiva do Ministério da Previdência Social teria como objetivo acompanhar o processo licitatório da Central 135. Segundo o executivo, a reportagem distorce fatos, desconhece aspectos técnicos do pregão eletrônico e cria ilações sem lastro que atingem indevidamente a imagem da empresa.

Na nota, Perez destaca que a licitação mencionada ocorreu na modalidade de pregão eletrônico, processo público e anônimo, no qual não existe possibilidade técnica ou jurídica de “acompanhamento presencial” capaz de influenciar o resultado. Ele reforça que a escolha de Caruaru como sede da operação decorre de infraestrutura existente desde 2007, quando a Provider venceu sua primeira licitação da Central 135, e nega qualquer vínculo político relacionado ao gestor municipal da época. “Em 2007, o prefeito de Caruaru era Tony Gel, adversário da família Queiroz”, pontua o comunicado.

O diretor também esclarece que sua ida ao Ministério, em junho de 2023, tratou exclusivamente de temas administrativos referentes a glosas aplicadas em faturas — discussão comum em contratos complexos e que, segundo ele, só reforça o caráter rigoroso da fiscalização exercida pelo INSS. Perez lembra que a relação contratual entre as partes é “estritamente profissional”, marcada por cobranças, auditorias e exigência de cumprimento de indicadores, afastando qualquer insinuação de favorecimento. Ele cita ainda o impacto da pandemia na operação e as dificuldades decorrentes de instabilidades em plataformas de terceiros, que resultaram em penalizações questionadas pela empresa na via administrativa e judicial.

A Provider também rebateu críticas ao faturamento do contrato, afirmando que os valores são proporcionais à escala do serviço prestado a cerca de 41 milhões de beneficiários do INSS. Perez informou que a empresa venceu o pregão com um deságio de 20,23% em relação ao orçamento previsto no edital, superando a disputa com dez empresas e 222 lances registrados no sistema. A proposta vencedora — R$ 117,7 milhões — ficou quase R$ 30 milhões abaixo do valor global estimado pelo órgão.

Por fim, o sócio-fundador reafirma o compromisso da Provider com legalidade, ética, integridade e compliance, e anuncia que adotará medidas judiciais contra o veículo e o jornalista responsáveis pela publicação. Segundo ele, as insinuações publicadas pelo Estadão provocam danos reputacionais e serão contestadas nas esferas cível e criminal.