Após a janela partidária, o PSD consolidou uma das chapas mais robustas para a disputa de deputado estadual em Pernambuco, entrando de vez na briga entre os principais “chapões” da eleição. A legenda, que é comandada no estado pela governadora Raquel Lyra, chega fortalecida com uma bancada expressiva e nomes com forte densidade eleitoral.
Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o partido passa a contar com um grupo de peso formado por Joãozinho Tenório, Izaías Régis, Débora Almeida, Socorro Pimentel, Romero Sales Filho, Antonio Moraes, Aglailson Victor, Willian Brígido e Jarbas Filho. O movimento reflete diretamente o impacto da janela partidária, que redesenhou forças no Legislativo estadual e provocou uma série de mudanças entre os parlamentares .
Além da base já consolidada, o PSD também se movimenta para ampliar sua competitividade com pré-candidaturas estratégicas em colégios eleitorais relevantes. É o caso de Anderson Luiz, aliado do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, e de Andréa Medeiros, esposa do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, bem como a primeira dama de Gravatá, Viviane Facundes. A presença de lideranças conectadas a cidades-chave reforça o potencial de capilaridade da legenda.
Com essa composição, o PSD projeta conquistar entre oito e nove cadeiras na Alepe, número que já o colocaria entre as maiores bancadas da Casa. Nos bastidores, porém, a avaliação é de que o desempenho pode ser ainda mais expressivo, diante da quantidade de nomes competitivos.
Há estimativas internas de que pelo menos dez candidatos da legenda tenham potencial para ultrapassar a marca dos 45 mil votos. O cenário indica uma disputa interna acirrada, em que não basta apenas ser competitivo — será necessário alto desempenho para garantir espaço entre os eleitos.
O resultado é um “chapão” que mistura força institucional, presença regional e nomes já testados nas urnas, elevando o nível da disputa e consolidando o PSD como um dos protagonistas na corrida por vagas na Assembleia Legislativa em 2026.

