
Dirigentes dos partidos que integram a coligação da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniram, nesta segunda-feira (17), com o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, para apresentar a viabilidade jurídica do pedido chamado de “ecossistema de desinformação” de redes bolsonaristas. Segundo informações do Poder360.
A representação, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral, pede a suspensão de 40 perfis nas redes sociais e ainda que outros 34 perfis tenham os responsáveis identificados. A campanha pede a quebra dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal de proprietários de canais no YouTube e da produtora Brasil Paralelo.
No texto, a coligação de Lula pede que, após as investigações, seja avaliada a inelegibilidade dos envolvidos, citando as sanções previstas no artigo 22 da Lei Complementar 64 de 1990 (Lei da Inelegibilidade). De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que esteve na reunião fechada com Moraes, a campanha entende que a quebra de sigilo bancário pode levar à identificação do crime de “caixa 2 nas eleições”.
Se os pedidos da ação forem aceitos, perfis nas redes sociais como o do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), serão bloqueados até o fim das eleições.
