Raios-X político da Câmara de Caruaru: oposição encolhe e prefeito governa em clima de tranquilidade

Mário Flávio - 12.11.2025 às 06:14h

A atual composição da Câmara Municipal de Caruaru mostra um cenário de ampla vantagem para o prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD). Dos 23 vereadores, 17 integram formalmente a base governista, enquanto apenas quatro se mantêm na oposição e dois declaram independência.

O quadro reflete um enfraquecimento expressivo da bancada oposicionista. No início da legislatura de 2025, eram sete vereadores declaradamente contrários ao governo, mas ao longo dos meses o grupo foi perdendo força. O caso mais simbólico é o do vereador Tafarel (PDT), que deixou a oposição e oficializou sua adesão à base de Rodrigo Pinheiro.

Atualmente, a bancada de situação é formada por parlamentares do PSDB (Ricardo Liberato, Galego de Lajes, Edmilson do Salgado, Bruno Lambreta, Lula Torres e Paulinho), do PODE (Hugo Leonardo Chaves, Thiago Macaco, Carlinhos da Ceaca e Jorge Quintino), do PP (Anderson Correia, Júnior Letal e Aline Nascimento), além de Tafarel (PDT), Cabo Cardoso (Avante) — líder da bancada governista — e os vereadores João Neto e Raminho Xavier, ambos do PSD.

Na oposição, restam Fagner Fernandes e Mano do Som (ambos do PDT), Delegado Lessa (Republicanos) — que lidera o grupo —, Mery da Saúde (PSDB) e Gil Bobinho (PSB). O cenário, contudo, é de baixa intensidade nas críticas: o próprio Lessa, líder oposicionista, tem direcionado suas falas mais à gestão estadual do que à prefeitura de Caruaru. Já Fagner Fernandes mantém bom diálogo com o Executivo e é apontado como alguém “próximo” da gestão.

Entre os independentes, estão Edilson do MST (PT) e Sílvio Nascimento (PL), que também possuem boa relação com o governo. Ambos votam de forma autônoma, mas não se opõem às principais pautas do Executivo.

O resultado é uma Câmara em céu de brigadeiro para Rodrigo Pinheiro: maioria consolidada, oposição enfraquecida e vereadores independentes em sintonia com o governo. O clima é de estabilidade e tranquilidade, cenário raro em tempos de pré-eleição — e que coloca o prefeito em posição confortável para conduzir votações e manter harmonia política com a Casa Legislativa.