Raquel e João Campos avaliam com cautela posição do PT de Pernambuco

Mário Flávio - 30.01.2026 às 16:10h

A indefinição do PT de Pernambuco sobre qual palanque estará nas eleições de 2026 voltou ao centro do debate político nesta sexta-feira (30), com manifestações da governadora Raquel Lyra (PSD) e do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ambos cotados como protagonistas da disputa pelo Governo do Estado.

Questionada sobre a decisão dos petistas de só apoiar uma candidatura que tenha uma chapa integralmente alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Raquel Lyra afirmou que a discussão eleitoral deve ficar para o momento adequado. Segundo a governadora, o foco atual é a gestão e o trabalho conjunto com o Governo Federal. “Eleição é no momento de eleição. Esse momento agora é o da gente trabalhar. No processo eleitoral, todas as alianças serão apresentadas, mas o mais importante de tudo é a aliança para Pernambuco e para o Brasil”, declarou. Raquel também destacou que Pernambuco passou cerca de dez anos sem diálogo com o governo federal e ressaltou o apoio que sua gestão vem recebendo da União.

Apesar de o PT ainda não ter fechado questão sobre a aliança majoritária no estado, João Campos afirmou que atende ao principal critério estabelecido pelo partido. O prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB garantiu alinhamento total com o presidente Lula. “A gente vai estar 100% com Lula”, afirmou, acrescentando que “nosso conjunto vai votar com Lula para presidente”.

O Diretório Estadual do PT já definiu que a construção das alianças será tratada em conjunto com o comando nacional da legenda e estabeleceu que a chapa majoritária em Pernambuco não poderá ter integrantes que apoiem outro candidato à Presidência da República. A posição mantém em aberto o debate sobre o palanque petista no estado, tanto no campo governista quanto na oposição.

No cenário da Frente Popular, quatro nomes disputam as duas vagas ao Senado em 2026: Humberto Costa (PT), Silvio Costa Filho (Republicanos), Miguel Coelho (União Brasil) e Marília Arraes (Solidariedade). Até o momento, nenhum deles admite a possibilidade de compor a chapa como candidato a vice, o que adiciona mais um elemento de complexidade às negociações políticas para o próximo pleito.