O ex-prefeito José Queiroz usou certa vez uma frase que pode ser atribuída a votação desta terça-feira (16/11) na Câmara de Caruaru: “o rolo compressor vai passar por cima da oposição”. Na época, ela tinha 4 vereadores contrários e os demais eram da base. Pois bem, o que vem ocorrendo na atual legislatura é isso, com o rolo compressor do governo passando por cima da oposição e a bancada sofrendo derrotas na Casa Legislativa.
A votação da Lei Orçamentária Anual e Lei de Diretrizes Orçamentárias foi mais uma vez prova disso. Mesmo com o parecer favorável das comissões da Casa, 17 emendas da vereadora Perpétua Dantas (PSDB) tiveram votações contrárias e não passaram. Os debates foram longos e as emendas foram sendo derrotas uma a uma. A sessão que começou por volta de 16h se estendeu para quase 22h e ninguém aguentava mais, foi o que se falou nos bastidores das votações.
Orientados pelo governo municipal as votações contrárias também chegaram ao líder da oposição, Fagner Fernandes (PDT). Ele apresentou oito emendas e seis nem passaram pelo crivo das comissões.
Os embates foram intensos principalmente entre a própria Perpétua e Anderson Correia (PP), que mesmo sem admitir, vai assumindo o papel de espécie de líder do governo sem ser nomeado. O cafezinho do Jornal da Cidade desta quarta-feira (17/11) é prova disso. Para um debate com a tucana, Anderson foi escalado por governistas e ele não titubeou.
Foi pra cima da vereadora que revidou as críticas. O resultado você pode acompanhar de 7h na Rádio Cidade FM 99.7. Voltando ao ex-prefeito José Queiroz…
Nesse mesmo ano ele citou que a oposição cabia num fusquinha, uma alusão ao tamanho da bancada, que era bem barulhenta. Atualmente até para preencher um fusca a oposição teria dificuldade, já que o Galego de Lajes (MDB), faz uma oposição branda e vota sempre com o governor. Na votação da LOA e LDO, Fagner e Perpétua votaram contra os dois projetos, já o Cabo Cardoso (PP), outro integrante da oposição votou contra apenas ao projeto do Plano Plurianual.
A bancada é tão barulhenta quanta aquela que cabia num fusca, mas apenas marcando posição no campo das narrativas, já que não consegue vencer no voto devido a ampla maioria que o governo municipal tem na Casa e o recado é claro: reprovar o que puder da bancada de oposição e o rolo compressor vai passando na pequena e barulhenta bancada oposicionista, que pelo jeito, mesmo com as derrotas vai seguir tentando incomodar ao governo. Qual a tática dará certo? O tempo dirá.