A reunião que aconteceu na manhã desta quarta-feira (19) entre professores da Rede Municipal e a prefeitura de Caruaru terminou com a insatisfação dos dois Sindicatos que representam a categoria. Sismuc e Sinteduc criticaram o encontro e garantem que nenhum avanço na discussão dos problemas apontados aconteceu. Os docentes querem o pagamento imediato do piso nacional e a reformulação do polêmico PCC da Educação, motivo de críticas desde a gestão anterior, quando foi implantado.
Os integrantes do Sinteduc realizaram uma assembleia no próprio prédio a prefeitura e após a reunião com a gestão anunciaram o estado de greve. “A reunião foi um desataste do ponto de vista organizacional. Além dos professores estavam os representantes da saúde, e ficou uma confusão com cada categoria colocando as questões de ordem. Diante da situação e o não atendimento dos pleitos, principalmente do pagamento do piso, decidimos pelo estado de greve”, disse o representante do Sinteduc, Fred Santiago.
O presidente do Sismuc, Eduardo Mendonça, também criticou a reunião e ausência do secretário e da prefeita Raquel Lyra. “As ausências mostram a falta de atenção com os professores da rede municipal. O chefe de gabinete anunciou que a situação do professor 1 tava resolvida e nada foi falado em relação aos demais. Vamos amanhã em assembleia decidir o futuro da categoria, mas uma coisa é certa, a situação é tensa e independente de discordâncias, os sindicatos irão se unir em prol da classe”, disse.
Nesta quinta-feira (20) uma assembleia do Sismuc vai ser realizada a partir de 14h na sede da União Beneficente. Após o encontro os docentes vão definir o que será feito.
O outro lado –
Por meio de nota, a prefeitura de Caruaru disee que entre os principais pontos da reunião, estava a questão do posicionamento da Prefeitura em relação ao piso salarial dos professores. “A secretária de Administração Margarida Lima adiantou que será pago o piso dos professores para as tabelas que estão abaixo deste valor e que será retroativo a janeiro, fevereiro e março pagando em duas parcelas: abril e maio. Em relação à agenda da mesa permanente, a PMC vai fazer uma proposição e enviar para os sindicatos”, diz trecho da nota.
