A direção nacional do Solidariedade decidiu intervir no comando do partido em Pernambuco, provocando uma reconfiguração importante no cenário político estadual. A legenda vinha sendo liderada pela ex-deputada Marília Arraes, que está em processo de saída rumo ao PDT, o que acabou acelerando a decisão da cúpula nacional. A movimentação ocorre em um momento estratégico, já de olho nas articulações para as eleições de 2026.
Atualmente federado com o PRD, o Solidariedade passa a ter seu futuro diretamente conectado às decisões da federação no estado. O PRD é comandado pelo prefeito de São Caetano, Josafá Almeida. Nos bastidores, a intervenção é vista como uma tentativa de reorganizar o partido em Pernambuco e alinhar o comando estadual com os interesses nacionais da legenda, especialmente diante da saída de uma das suas principais lideranças locais.
Ao mesmo tempo, novas especulações ganham força e podem mudar ainda mais o cenário. Há a possibilidade de o deputado federal Túlio Gadelha (Rede) se filiar ao Solidariedade, trazendo consigo um grupo de filiados da Rede Sustentabilidade. Caso a articulação avance, o movimento pode resultar, inclusive, na construção de uma candidatura própria ao Governo do Estado, com o nome do reitor da UFPE, Alfredo Gomes, sendo citado como possível opção.
Se confirmadas, essas movimentações tendem a impactar diretamente os planos de Josafá Almeida, que trabalha na montagem das chapas proporcionais do PRD para deputado estadual e federal. A eventual entrada de novos grupos políticos no Solidariedade pode alterar o equilíbrio interno da federação, criando novos desafios para a estratégia eleitoral da legenda em Pernambuco.
O cenário ainda é de indefinição, mas a intervenção no Solidariedade reforça que o jogo político para 2026 já começou nos bastidores — e promete ser marcado por mudanças rápidas, disputas internas e reposicionamentos estratégicos entre partidos e lideranças no estado. A conferir.

