O cenário político nacional ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (19) com a oficialização da superfederação formada entre União Brasil e Progressistas (PP). Batizada de União Progressista, a aliança passa a concentrar as maiores bancadas do Congresso Nacional e o maior número de prefeituras do país, ultrapassando a marca de 1,3 mil gestores municipais.
Além da força numérica, a federação também garantirá a maior fatia dos recursos públicos destinados às campanhas eleitorais, tanto do Fundo Partidário quanto do Fundo Eleitoral, o que deve influenciar diretamente na disputa de 2026. Levando em conta os valores distribuídos em 2024, o montante pode chegar a quase R$ 1 bilhão.
Ainda nesta semana, com a filiação da senadora Margareth Buzetti ao PP, a aliança deve ultrapassar PL e PSD e alcançar 15 senadores, tornando-se a maior bancada do Senado.
União Progressista em números
- 109 deputados federais – maior bancada da Câmara dos Deputados
- 14 senadores por ora – deve chegar a 15 e se tornar a maior bancada do Senado
- 1.335 prefeitos em todo o país – superando o PSD (889)
- 7 governadores – à frente de todos os outros partidos
- R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral (2024) – maior fatia, R$ 67 milhões a mais que o PL
- R$ 197,6 milhões em fundo partidário (2024) – também a maior soma, acima do PL
Rumo a 2026
Os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio de Rueda, já defendem abertamente o lançamento de uma candidatura de centro-direita para disputar a Presidência em 2026. O União tem como pré-candidato o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, enquanto Ciro Nogueira articula em torno do nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Tarcísio, inclusive, participou da cerimônia em Brasília e sinalizou apoio à superfederação. Em discurso, afirmou que o Brasil “aguardava muito esse passo” e que, com o novo grupo, há a esperança de “discutir temas mais relevantes”.
Impacto político
A definição sobre o posicionamento da União Progressista em relação ao governo Lula ainda será tomada em outra oportunidade. O possível desembarque da base governista deve ser discutido internamente, mas a consolidação da superfederação já redesenha o tabuleiro político em Brasília e nos estados.
Com a nova configuração, União Brasil e PP passam a ser protagonistas na disputa pelo comando do Congresso e na formação de palanques estaduais, tornando-se peça-chave para o equilíbrio das forças que irão sustentar — ou confrontar — o Palácio do Planalto até 2026.

