Sete meses após anunciarem a intenção de formar uma federação partidária, União Brasil (UB) e Progressistas (PP) oficializam nesta quarta-feira (3) o envio do pedido de registro da Federação União Progressista ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A confirmação foi feita pelo presidente nacional do UB, Antônio Rueda, por meio das redes sociais. Quando homologada, a nova federação se tornará a maior força partidária do país, reunindo 109 deputados federais, 15 senadores e 6 governadores para a disputa eleitoral de 2026.
Rueda afirmou que a federação simboliza um novo momento da política brasileira, marcado pela busca por estabilidade e responsabilidade fiscal. “A política brasileira inicia um novo capítulo. Levamos ao TSE o registro da União Progressista, fruto da soma de lideranças que escolheram trabalhar juntas por estabilidade, desenvolvimento e responsabilidade. A federação entre União Brasil e PP nasce com propósito: fortalecer o diálogo, unir diferentes visões e construir soluções reais para o Brasil”, escreveu o dirigente. As direções nacionais já definiram Rueda como presidente nacional da federação e também acertaram quem comandará a estrutura em cada Estado no primeiro momento.
Em Pernambuco, o comando ficará com o deputado federal Eduardo da Fonte, atual presidente estadual do PP. A definição, contudo, abre uma nova frente de debates para 2025, já que os dois partidos caminham em direções diferentes na política local: enquanto o PP integra a base da governadora Raquel Lyra (PSD), o presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, defende publicamente a candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo do Estado. Ambos, inclusive, são pré-candidatos ao Senado. As alianças e o realinhamento desses grupos dentro da nova federação serão temas inevitáveis do próximo ano e devem influenciar diretamente o xadrez eleitoral de 2026.
